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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cobertura de saúde mental alcança 63% dos brasileiros

Em oito anos, cobertura de saúde mental triplica e alcança 63% dos brasileiros. Um portaria publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29/06) autorizou o funcionamento de mais 28 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) no Brasil. Com isso, o número de instituições que garantem atendimento humanizado a pessoas com transtornos mentais, como depressão e esquizofrenia, saltou de 424, em 2002, para 1.541, em junho deste ano. Nesse período, a cobertura do serviço foi ampliada de 21% da população para 63%.

O Ministério da Saúde liberou R$ 8,4 milhões para o custeio dos novos CAPS. Eles estão distribuídos nos seguintes estados: Bahia (5), Pernambuco (4), Ceará (3), Minas Gerais (2), Goiás (2), Santa Catarina (2), Paraíba (2), Amazonas (1), Maranhão (1), Mato Grosso do Sul (1), Paraná (1), São Paulo (1), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Norte (1) e Rio Grande do Sul (1).

O atendimento comunitário, oferecido pelos CAPS, é um dos temas que estão sendo discutidos na IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial (IV CNSM-I), em Brasília. Até quinta-feira, especialistas, autoridades do setor e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) discutem propostas para melhor o atendimento de transtornos mentais no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

“Esses centros são serviços abertos que estimulam o tratamento do doente mental sem ele precisar sair da comunidade. O paciente mantém os laços com a família e pode continuar trabalhando”, explica o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Drogas do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado. Dos 1.541 CAPS, 242 são exclusivos para receber dependentes de drogas.

NOTÍCIAS DA IV CONFERÊNCIA – Cerca de 1,5 mil pessoas participam do encontro. Hoje é o terceiro dia de debates, focando a consolidação da rede de atenção psicossocial e a as ações de inclusão para crianças e adolescentes com transtornos mentais. Também estão em discussão políticas específicas para enfrentar a dependência de álcool e outras drogas. O relatório final, com propostas que deverão ser implementadas pelo governo federal, será votado na próxima quinta-feira.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

IV Conferência Nacional de Saúde Mental

Foram divulgados na página da IV Conferência Nacional de Saúde Mental os textos de apoio para as discussões que têm início hoje. A Profa. Izabel Friche Passos foi convidada a escrever um pequeno manuscrito a respeito da formação, que oferece subsídio ao debate.

O texto da Profa. Izabel, Formação, Educação Permanente e Pesquisa em Saúde Mental, inicia-se a partir de questionamentos fundamentais:

"Se não formarmos profissionais comprometidos com o atual cenário de transformação das políticas públicas e das práticas no campo da saúde como fazê-lo avançar? Se não tivermos cidadãos usuários da saúde bem informados e preparados para uma participação ativa e consciente no controle social dessas políticas e práticas, como garantir que as mesmas atendam de fato às necessidades reais da população e de grupos específicos?"

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Outros colaboradores como Lancetti, Ana Marta Lobosque, Tykanori, Marta Soares, Edvaldo Nabuco e Paulo Amarante, entre outros, enviaram textos de apoio. Para ter acesso a todos eles, clique aqui.

Outros textos podem ser encontrados na seção tribuna livre.

sábado, 26 de junho de 2010

Começa amanhã em Brasília a IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial

As Conferências de Saúde são fundamentais para a construção democrática das políticas públicas do Sistema Único de Saúde. A Saúde Mental já realizou três conferências setoriais, que produziram importantes deliberações que têm subsidiado a Política Nacional de Saúde Mental.

A intersetorialidade é um dos principais desafios colocados à atenção em saúde mental. Com a consolidação da reorientação do modelo assistencial, a necessidade de ampliação da garantia de direitos das pessoas com transtornos mentais e a intensa discussão da cidadania como princípio ético das políticas voltadas para este campo, é fundamental a articulação de diversas políticas sociais. A Saúde Mental tem destacado como parceiros privilegiados a Secretaria Especial de Direitos Humanos, o Ministério do Desenvolvimento Social, o Ministério da Justiça, o Ministério da Cultura, o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho.

Mais informações, textos e notícias no site da IV Conferência.